Resenha Crítica do Livro "Artemísia" - Francélia Pereira

11:59:00

Sinopse: O planeta Terra havia se tornado hostil. A humanidade havia migrado para vários pontos do Sistema Solar. O Governo lutava para manter a ordem e garantir as condições necessárias para que a humanidade sobrevivesse até que um novo lar pudesse ser encontrado.
    Em um canto de Vênus, um povo mantinha tradições milenares; era o Clã, e dele nasceu Artemísia. Em um universo sem esperança ela tenta encontrar uma forma de viver eternamente . A história se passa em um futuro muito distante. Artemísia nasceu em Vênus, em uma sociedade patriarcal extremamente machista e, por isso, viviam isolados, pois as questões que envolvem o gênero e a sexualidade já haviam sido superadas pelo resto da humanidade.
    Após fatos que marcaram a infância de Artemísia, ela se vê sozinha no Sistema Apolo e acaba se tornando uma guerreira mercenária que vive várias aventuras e várias tragédias, e nesse contexto ela tenta encontrar uma razão para sua existência. No livro você encontrará aventuras, ação, fantasia, filosofia, romance, mitologia, enfim, é uma obra muito rica e que apresenta questões subjetivas, que tem o objetivo de convidar o leitor a refletir sobre os rumos que nossas vidas tomam no nosso dia a dia. É uma obra de ficção, mas que tem a pretensão de tocar o leitor, de alguma forma.

Autora: Francélia Pereira | Páginas: 180 | Série: Livro 2 - Habitantes do Cosmo
Editora: Buriti | Ano: 2015

      Artemísia é a continuação do livro "Habitantes do Cosmo" (eu não o li, então não sei muito bem qual a relação entre os dois). O nome do livro é o próprio nome da nossa personagem, a qual nasceu em Vênus. O seu clã tem  aquela ideia de que as mulheres não podem lutar, nem tomar decisões e nem pode fazer todas aquelas "coisas de homem". Ou seja, são excluídas de tomar decisões. O que nos chamamos de um clã machista. Mas o fato é que a Artemísia sempre foi uma garota questionadora e meio atrevida, e por causa
de um erro inocente ainda criança, acabou sendo condenada a morte. Mas antes que qualquer coisa parecida acontecesse, ela e sua mãe foram sequestradas.

"— Não vejo uma feminista que venceu a opressão do machismo, seria uma interpretação medíocre. - Artemísia
— E o que você vê? - Andyrá
— Vejo um ser humano que superou seus limites."
    Após o ocorrido, Artemísia se afasta do seu clã cheia de ressentimentos, raiva e tristeza do seu passado, se tornando mais tarde uma mercenária conhecida. A partir de então, a personagem segue em frente numa tentativa de descobrir quem ela é. Ela conhece alguns mestres e passa por testes (que até ela mesma fica em duvida de quando ela está sendo testada então imagina como eu fiquei) enquanto viaja a alguns lugares em buscas de respostas. A Artemísia é realmente uma personagem forte, a proposta do livro é forte, mas eu acho que se esculpisse mais um pouquinho ela e a narrativa teria um livro maravilhoso! 

O enredo faz uma mistura de mitologia grega, tupi-guarani, egípcia, e ainda envolve assuntos da atualidade. Arriscado, em? haha Porém, não sei dizer se foi toda essa mistura, mas eu acabei ficando meio atrapalhada — talvez seja porque eu não entendo nada de sistema solar Apolo, templos e essas parada. (:D)


Durante toda narrativa podemos acompanhar as atitudes de uma personagem forte e inteligente, com um enredo trazendo todo tipo de igualdade de gênero. Porém, as vezes era usado como crítica palavras como "conceitos primitivos" e "costumes extremamente primitivos", e eu pensei: mas estamos envolvendo tanta história nisso, porque chamar de primitivo? Então eu lembrei das pessoas que tem os seus costumes e os seus princípios (sejam eles bíblicos ou não), que como sabemos é oposta a algumas mudanças na nossa sociedade social, então acabei interpretando isso como uma crítica. Acredito que por alguns se basearem em escrituras "antigas", não os tornam pessoas primitivas. Sabe, cada um tem sua forma de pensar, agir e servir a sua cultura. Mas bom, isso foi o que eu interpretei.
"— Vou buscar minhas coisas. Este quarto está bom pra mim. - Artemísia.

Artemísia vai até a casa de Yuki e explica a situação. Deixa o endereço com Yama e pede que informem a Itá sobre o seu novo mestre. Ela se despede e segue até o templo de Arüara."

Eu demorei para pegar o embalo do livro. A narrativa é diferente. Gente, a proposta do livro é ótima, sabe? Porém, eu senti falta de detalhes, de saber o que os personagem estão sentindo e da descrição de movimentos, expressões e lugares. Quem gosta de uma escrita rápida e sem muitos detalhes vai curtir bastante. Os sentimentos e as ações são contadas de forma rápida, e como o livro é na terceira pessoa acaba deixando toda a rapidez ainda mais intensa.

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